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Áudio: Pesquisadores encontram e gravam canto de ave que não era vista há 40 anos

Mutum-pinima foi localizado no Maranhão e não aparecia em registros documentados desde o final da década de 1970


Uma das aves mais raras e ameaçadas de extinção do Brasil foi encontrada por pesquisadores pela primeira vez desde o final da década de 1970: o mutum-pinima foi localizado na região do mosaico do Gurupi, no Maranhão. Trata-se, segundo especialistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de uma das espécies pertencentes à família dos cracídeos mais ameaçadas em todo o mundo.




[caption id="attachment_4591" align="aligncenter" width="4288"] Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave) do ICMBio, Diego Mendes.[/caption]

O analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave) do ICMBio, Diego Mendes, fez parte da expedição que partiu em busca do mutum-pinima. Ele conta que foram encontrados dois exemplares da espécie: um macho e uma fêmea, que foram registrados pela primeira vez em cerca de 40 anos.


Os pesquisadores do ICMBio também gravaram um áudio com o canto da ave. Áudio abaixo


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A expedição também foi uma oportunidade de colher, com o auxílio de indígenas da região, dados a respeito da espécie, como hábitos de alimentação, repouso e reprodução. Cada uma dessas informações poderá auxiliar nas futuras expedições de busca, de acordo com o analista ambiental do Cemave, Emanuel Barreto. “Um casamento perfeito entre conhecimento científico e conhecimento tradicional dos povos indígenas, auxiliando na conservação desta espécie", ressalta.




Luta contra a extinção


De acordo com o ICMBio, o desmatamento e a caça são as principais razões pelas quais o mutum-pinima é uma das espécies mais ameaçadas em todo o mundo. A criação em cativeiro – medida que o Brasil possui estrutura e criadores experientes para executar – é uma das maneiras mais “eficientes e comprovadamente reconhecidas, uma salvaguarda de longo prazo”, informa o instituto.


Fonte: Governo do Brasil, com informações do ICMBio