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Travesti que aplicou hidrogel em mulher de leme, é presa em Goiânia


Detida era procurada pela Polícia Civil de Leme (SP), onde o crime ocorreu, desde maio deste ano. Vítima ficou internada por cerca de duas semanas, mas não resistiu às complicações.





Por Vanessa Martins, G1 GO


Uma travesti de 37 anos foi presa em Goiânia, nesta sexta-feira (8), suspeita de matar uma mulher por causa de uma aplicação de hidrogel na cidade de Leme. A Polícia Civil de Goiás cumpriu o mandado de prisão temporária na casa da investigada, no bairro Ipiranga.


Segundo a corporação, a vítima morreu em decorrência de uma aplicação de uma substância não identificada feita pela travesti, que foi para Goiás após a morte da paciente em Leme, no último dia 31 de maio. Ainda conforme a Polícia Civil, ao ser questionada, ela negou ter realizado qualquer procedimento e disse não ter envolvimento com o caso.




Jonathan Alves Franco, conhecida como Adriele, vivia na região do Bairro Ipiranga, e foi presa na residência onde morava. Segundo a delegada titular do 3º Distrito Policial de Goiânia, Caroline Paim, ela foi levada à delegacia por dois agentes policiais e não resistiu à prisão.




Ainda conforme a Polícia Civil, a presa não tinha qualquer formação médica ou licença para realizar os procedimentos. Ela está detida na Delegacia de Capturas, mas pode ser transferida para São Paulo, caso seja determinado pela Justiça.






Crime





O delegado responsável pelo caso em Leme, Carlos Eduardo Malamam, afirmou que a aplicação foi feita no bumbum da vítima no dia 16 de maio. No entanto, logo após o procedimento, ela sofreu dores e tentou acionara a travesti para pedir ajuda.





“Quando estava internada ela chegou a ser ouvida. Na época, ela contou que ligou para a travesti para falar da dor, ficou esperando retorno, como não teve resposta, já pediu por ajuda. No dia ela também reconheceu fotos dela como a pessoa que fez a aplicação. No hospital, ela foi piorando, teve infecções e morreu no dia 31”, contou o delegado.





Malamam informou que documentos do hospital comprovam a piora da paciente após o procedimento. No entanto, a Polícia Civil aguarda resultado do exame do Instituto Médico Legal (IML) com a comprovação da causa da morte.






Com a travesti foram encontrados agulhas e frascos que se assemelham a silicone. No entanto, segundo o delegado, não é possível afirmar se ela continuava fazendo aplicações.