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Repasse de verbas para Santa Casa é debatido em reunião



Uma reunião para discutir assuntos relacionados a verbas e pagamentos de salários dos profissionais da Irmandade da Santa Casa de Pirassununga decorrentes de convênios firmados com o município foi realizada na tarde desta quarta-feira (7), na Câmara de Pirassununga.



Solicitado mediante requerimento pelos vereadores Edson Sidinei Vick (Pros), Luciana Batista (Pros) e Paulo Rosa (PSD), o encontro ocorre em meio a uma série de divergências envolvendo as duas instituições ao longo dos últimos meses. No mais recente deles, médicos da Santa Casa decidiram paralisar, por algumas horas, parte das atividades do pronto-socorro em razão do atraso no repasse de verbas pela prefeitura.

“Essa reunião era para ter ocorrido no final do ano passado, quando já havia uma série de circunstâncias na relação entre Santa Casa e prefeitura municipal que nos preocupava e preocupava principalmente a cidade”, disse o vereador Paulo Rosa, um dos autores do requerimento.

Representantes do Executivo, da Santa Casa e do Conselho Municipal de Saúde estiveram presentes na reunião de ontem, presidida pelo vereador Leonardo Francisco Sampaio de Souza Filho (PSDB), presidente da Casa.

O secretário de Saúde, Edgar Saggioratto, e a funcionária da pasta, Debora Mara Fortes Bartoli, representaram a administração municipal. Pela Santa Casa, compareceram Edinaldo Barbosa Lima, Álvaro Santos Jardim e Octávio Antezana Morales, respectivamente provedor, diretor clínico e diretor técnico da instituição. Regina Tupa, por sua vez, representou o Conselho Municipal de Saúde.

“Do ano passado até os dias atuais, a prefeitura teve uma certa dificuldade em fazer esses repasses. A Santa Casa é um órgão que vende saúde e a recompensa para aquilo que se vende é o pagamento. O que acontece é que esses planos de trabalho que nós tínhamos com a prefeitura não podem ser exatamente na ponta do lápis de tudo aquilo que aconteceu no mês passado. No mês seguinte, pode ser um pouco mais, um pouco menos, e isso gerava uma discussão que hoje estamos conseguindo acertar”, explicou o provedor da Santa Casa, Edinaldo Barbosa Lima.

O secretário de Saúde, Edgar Saggioratto, foi na mesma linha. “Tivemos dificuldades nas prestações de contas e não conseguíamos chegar a um denominador comum porque existia uma certa legalidade para se fazer os pagamentos, e as contas não eram apresentadas da maneira com que o plano de trabalho tinha sido elaborado pela própria instituição”, disse o secretário, ressalvando: “Mas as desavenças foram superadas e, hoje, as negociações com a Santa Casa estão dando certo”.

O diretor técnico do hospital, Octávio Antezana Morales, disse, no entanto, não ter uma visão muito otimista da situação. “A relação dos médicos com a prefeitura foi profundamente abalada pelas coisas que aconteceram no ano passado, com atrasos e promessas vazias. Além disso, muitas besteiras foram ditas na rádio, principalmente pelo prefeito e por representantes da prefeitura.”

Segundo ele, os médicos que não pertencem ao corpo clínico da Santa Casa, responsáveis em sua maioria pelos plantões do pronto-socorro e do pronto-atendimento dos convênios, não toleram mais atrasos de pagamento. “Hoje, se o dinheiro não caiu no dia combinado, no dia seguinte o pronto-socorro está fechado. Como eles não moram e não têm vínculo nenhum com a cidade, eles vão dar plantão onde está pagando.”

Álvaro Santos Jardim, diretor clínico da instituição, afirmou que as dificuldades enfrentadas pela Santa Casa existem e não são de agora. “O nosso salário médico está congelado, estagnado, há sete anos. Mais recentemente, a pedido da administração do hospital para os médicos, doamos durante três anos uma parte do nosso salário para equilibrar as contas da instituição”, contou.

Representando o Conselho Municipal de Saúde, Regina Tupa disse ver falhas em ambos os lados. “De fato, essa relação estava conturbada de um tempo para cá, mas vem melhorando.”

Na reunião, o provedor da Santa Casa comentou ainda o que teria motivado o desligamento da ex-administradora do hospital, Maria Cecília Barbosa Araújo, no mês passado. “A Cecilia gostava muito de resolver os problemas ao mesmo tempo, era muito afoita para fazer as coisas. A Santa Casa precisava de uma administração mais light, mais dessa forma que a gente está conversando aqui agora, amistosa e tranquila.”

Autoria: Imprensa/Câmara