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Aves e suínos em caminhões estão sem comer há mais de 50 horas


A paralisação dos caminhoneiros autônomos chegou quarto dia nesta quinta-feira (24) e produtores afirmam que existem cargas presas nos bloqueios com animais com mais de 50 horas sem alimentação. A informação foi confirmada por meio de nota enviada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).



Segundo a entidade, diferente da promessa feita pelas lideranças dos caminhoneiros, ainda não houve a liberação das cargas vivas em vários pontos de parada do movimento de greve nas estradas.

Também está travada em vários pontos a circulação de caminhões de ração, que levariam alimentos para os criatórios espalhados por pequenas propriedades dos polos de produção. “A situação nas granjas produtoras é gravíssima, com falta de insumos e risco iminente de fome para os animais”, afirma a ABPA.

Os danos ao sistema produtivo são graves, avalia a associação, e demandarão semanas até que se restabeleça o ritmo normal em algumas unidades produtoras. 
Sofrimento


A World Animal Protection, instituição internacional de proteção e bem-estar animal, também se manifestou em relação às paralisações. A entidade alerta que a situação está crítica e afeta principalmente suínos e aves. “Em nota, a BRF declara que já detectou falta considerável de abastecimento de ração destinada aos animais alojados em  seus produtores rurais parceiros, já impactando cerca de 1 milhão de animais e podendo alcançar a totalidade de seu plante nos próximos dias”, diz.
“É necessário que autoridades e a cadeia produtiva elaborem, urgentemente, um plano de contingência nacional. Pensando não apenas em questões sanitárias, mas, sim, no bem-estar daqueles animais que não conseguem se livrar desta situação, pois estão sob nossa tutela”, destaca José Rodolfo Ciocca, gerente de Agricultura Sustentável da World Animal Protection.
A instituição destaca ainda que os produtores contam com estoque de suprimentos pequeno, o que atende apenas alguns dias a necessidade dos animais e que essa pausa repentina no abastecimento causa fome a milhões deles, além de uma superlotação em granjas, já que os frigoríficos não estão recebendo as cargas.
“Isso gera um sofrimento intenso, pois reduz o espaço para cada animal e aumenta os problemas relacionados ao bem-estar e saúde deles”, diz a World Animal Protection.