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Caminhoneiros decidem manter greve na 5ª-feira após reunião

Categoria diz que Executivo não apresentou propostas para fim da paralisação; até sexta ficou acordado que motoristas deixarão passar carga viva, alimentos perecíveis e medicamentos
Paralisação de caminhoneiros na BR-365 (Foto: Cleiton Borges)

Uma reunião na Casa Civil com representantes de caminhoneiros autônomos terminou sem acordo nesta quarta-feira (24) e os motoristas decidiram manter a paralisação nacional iniciada na segunda-feira, afirmaram entidades do setor.



Tanto a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) quanto a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos saíram da reunião afirmando que o governo não apresentou propostas para o fim da paralisação, que reúne centenas de milhares de motoristas e já afeta uma série de setores da economia.
"Governo foi irresponsável com a situação que está o país hoje. O governo foi avisado com antecedência e nem mesmo abriu negociação", afirmou o presidente da CNTA, Diumar Bueno, após o fim da reunião que contou com presença do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e dos Transportes, Valter Casimiro.

Um novo encontro foi marcado para essa quinta-feira. Os caminhoneiros acordaram com o governo que, até sexta-feira (25), deixarão passar carga viva, alimentos perecíveis e medicamentos. 

De acordo com Diumar Bueno, Padilha disse que o decreto que zera a Cide sobre diesel será assinado nesta quarta-feira (24).
Foto: Agência Brasil
A categoria exige o fim de todos os impostos sobre o diesel. Além da Cide, incidem sobre os combustíveis o PIS/Cofins (imposto federal) e o ICMS (imposto estadual). 

Segundo a Abcam, a isenção da Cide, que representa 1% do preço final do diesel tem impacto de apenas R$ 0,05 no preço do produto. Nesta quarta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acenou com corte provisório do PIS/Cofins também sobre o diesel, mas disse que a redução dependerá da aprovação pelo Congresso do projeto de reoneração da folha, para compensar perda da arrecadação com aquele tributo.
 
O PIS/Cofins corresponde a 14% do custo do diesel, o ICMS, 27%.


O diesel, que pesa em 42% sobre o custo do frete, teve 12 altas neste mês e soma reajuste de cerca de 20% nos postos desde julho de 2017, quando a Petrobras passou a repassar quase que diariamente aos preços as variações das cotações do petróleo e do dólar.