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Dia das Mães: os sonhos e as histórias de mulheres assassinadas no Brasil

A maioria dos crime foi cometida por maridos, namorados, ex-maridos e ex-namorados. Segundo dados do governo, grande parte dos homicídios tem motivação passional.

No dia das Mães, 13 de maio, O Jornalista Toni Oliveira reuniu histórias de mulheres que tiveram os sonhos interrompidos, vítimas de violência praticada pelos próprios companheiros, o feminicídio no Brasil. No Ceará já registrou 137 assassinatos de mulheres em 2018.

De acordo com as estatísticas  o Brasil é o  5º país mais violento do mundo em crimes contra a mulher.

Veja alguns crimes cometidos contra a mulher


Everton Marcos Stoppi e a mulher, Daniela de Oliveira Corrêa (Foto: Facebook/Reprodução)

Daniela de Oliveira Corrêa, de 31 anos, foi assassinada a tiros, no dia 28 de fevereiro, na região conhecida como Nova Vitória, no Bairro Pedra 90, em Cuiabá. O suspeito do crime é o marido dela, Everton Marcos Stoppi, de 22 anos, que foi preso logo depois do crime e confessou ter matado a vítima.


A enfermeira Cícera Carla foi enforcada pelo próprio marido, com quem era casada há mais de 17 anos. (FOTO: Reprodução/Facebook)

A enfermeira Cícera Carla de Almeida faria 32 anos no dia 20 de fevereiro, mas teve a vida interrompida, no dia 31 de janeiro de 2018, pelo companheiro com quem era casada há mais de 17 anos. Cícera nasceu e foi criada no município de Icó, onde cursou enfermagem. Desde os 15 anos mantinha um relacionamento com Alexandre Martins Caminha. Ele era borracheiro e trabalhava no estabelecimento da mãe de Cícera quando os dois se conheceram.
Sthefani Brito foi espancada e o principal suspeito é o ex-companheiro. Laudo pericial da jovem apresentou três tipos de traumatismo diferentes. A jovem era vítima de tortura em um relacionamento abusivo (FOTO: Reprodução/Facebook)

Stefhani, quando foi morta, estava separada de Alberto há seis meses e ele tinha outro relacionamento. A jovem morou um mês com a mãe, mas resolveu morar na avó na tentativa de manter distância do ex-companheiro. Ela trabalhava cuidando de um bebê de familiares de Alberto. 

No dia do crime, a jovem teria passado o dia na praia com a criança e os pais do bebê. À noite, teria recebido ligações de Alberto que exigiam a sua presença. Ela avisou em casa que estava indo encontrá-lo. Mais tarde, ela entrou em contato novamente com familiares, para pedir fotografias do Ano Novo e Natal, e em seguida ligou com a voz abafada e de choro, novamente pedindo todas as fotos. 

A família entrou em contato com familiares de Alberto e, em seguida, recebeu uma ligação da irmã dele, informando que Alberto avisou que havia agredido Stefhani e deixado ela nas proximidades do Sítio Córrego, mas que havia Polícia e uma ambulância no local. 

Ao chegar às margens da lagoa, a família descobriu que a ambulância foi apenas para constatar a morte da jovem. ”Depois disso, não vi mais o sorriso de minha filha", lamenta Rose. 


“Nunca vamos esquecer essa ligação. Ele ligou e disse – Eu fiz uma tragédia, acabei com a minha vida. Matei sua irmã” 
Viviane da Silva Ângelo (Foto: TV Centro América)

Viviane da Silva Ângelo, de 18 anos, que estava grávida de sete meses, foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro perto da Ponte de Ferro sobre o Rio Coxipó, em Cuiabá. Mateus Rodrigues Pinto, que é ex-namorado da vítima, foi preso durante a Operação Maat.


Giovana Sinopoli (Foto: Facebook/Reprodução)

Giovana Sinopoli, de 16 anos, foi morta a facadas pelo namorado dela, da mesma idade, em Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá, no dia 22 de fevereiro. Segundo a polícia, o adolescente deve ficar detido por 45 dias num Centro de Socioeducativo. Ele foi ouvido e alegou uma espécie de ‘surto’ ao ser ouvido na delegacia.
O assassinato foi na residência do casal, na rua Santa Catarina (Foto: Reprodução/Whatsapp)

Débora dos Reis Ferreira, 38 anos, teve o pescoço cortado pelo marido na noite desta sexta-feira 11,  no bairro Santa Luzia, em Alfenas/MG. . Ele disse à polícia que pegou a vítima com um cinto e, com uma faca, cortou o seu pescoço. 


Morte de Priscila comoveu moradores e autoridades de Peruíbe, SP (Foto: Reprodução/Facebook)

E por fim, a enfermeira Priscila Coral Ramalho, de 38 anos, foi assassinada dentro de casa em Peruíbe, no litoral de São Paulo, nesta quinta-feira (10). A vítima foi encontrada ainda com vida pelo marido e chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Ainda não há confirmação sobre a causa da morte, mas seu próprio filho foi preso por ser suspeito do assassinato.


Segundo a Polícia Civil, equipes receberam a informação de um homicídio e se deslocaram até a Rua Luiz de Paula, no bairro Estação, para atender a ocorrência. Ao chegarem ao local, a Polícia Militar já estava no imóvel e a enfermeira Priscila Coral Ramalho já havia sido socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe, onde acabou falecendo.

De acordo com o registro oficial, o marido da vítima saiu de casa pela manhã para trabalhar e deixou Priscila e seu enteado dormindo. Ao retornar para a residência, por volta do meio-dia, ele chamou pela esposa, que não respondeu. Após procurá-la no quarto do casal, escutou o barulho do chuveiro ligado no banheiro do piso inferior, onde encontrou a enfermeira inconsciente e caída no chão do box. Ele tentou reanimá-la, mas não teve sucesso. Na sequência, ele acionou o Samu.

Acompanhe mais informações em nossa Página: Minas em Foco

Segundo informações apuradas pelo G1, os policiais civis ainda encontraram um líquido vermelho no chão do banheiro, que aparentava ser sangue. Além disso, os móveis da casa estavam desarrumados. A perícia foi acionada para examinar o local do crime.

O filho da vítima, de 18 anos, chegou em casa enquanto as equipes ainda estavam no local. De acordo com as autoridades, ao ser questionado, ele se comportou de maneira confusa e contraditória. O jovem ainda apresentava marcas de arranhões no rosto e no braço, indicando que se envolveu em luta corporal.

A informação repercutiu nas  redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)


Mais de 4,4 mil mulheres foram mortas no Brasil em 2017; média é de 12 por dia

Passou de 4,4 mil o número de mulheres mortas no Brasil no ano passado. Um levantamento feito pelo G1, considerando dados oficiais das 27 unidades federativos, indica que 4.473 mulheres foram alvo de homicídio doloso, quando há intenção de matar.
A média é de 12 mortes por dia. Do total, 946 casos se referem a feminicídio, quando as mulheres são mortas por sua condição de gênero. Segundo a publicação, houve aumento de 6,5% nos crimes em comparação a 2016, quando foram registrados 4.201 homicídios, dos quais 812 feminicídios. A estatística pode aumentar, porque alguns estados ainda não fecharam os dados de 2017.


O Rio Grande do Norte lidera o índice de homicídios contra mulheres, com uma média de 8,4 a cada 100 mil mulheres. Já o Mato Grosso é o estado com maior taxa de feminicídio: 4,6 a cada 100 mil. Na Bahia, a Ouvidoria diz que não há estatísticas de feminicídio referentes a 2015 e 2016.

Jornalista Toni Oliveira 
Publicada nos portais  Minas em Foco - Pirassununga On - Palmeiras On
Informações dos site G1/eaeb/olhardireto/calilanoticias