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Polícia descobre mais de 24 mil carteiras de estudante falsas vendidas para todo o Brasil


Aparato. Equipamentos utilizados pelos criminosos na venda e na produção dos documentos falsos foram apreendidos nesta terça-feira em Minas | Foto: Polícia civil / divulgação
Conteúdo Estadão 

A Polícia Civil de Patos de Minas estado de Minas Gerais,  descobriu nesta terça-feira, 15, um esquema de falsificação de carteiras de estudante. Mais de 24 mil documentos falsos teriam sido confeccionados e distribuídos para todo o Brasil. Cinco pessoas foram ouvidas por participação no esquema que contava até com uma pessoa que seria ligada à União Nacional dos Estudantes (UNE).




A operação "Terceiro Grau", como foi chamada, apreendeu impressoras e outros equipamentos, tendo ainda resultado na localização de 1.147 carteiras falsas já confeccionadas e 754 em branco. Durante a ação foram vistoriados seis imóveis na cidade vinculados à falsificação das carteirinhas, que eram vendidas a R$ 30 cada.

Esses documentos são usados principalmente por pessoas interessadas em se beneficiar da Lei da Meia-Entrada (Lei 12.933/2013), que garante desconto de 50% para estudantes em eventos e no transporte urbano. Uma análise preliminar nos computadores apreendidos apontou uma lista com 24.336 nomes de supostos alunos espalhados por todo o Brasil.
 Foto: Divulgação/Policia Civil                                

Crime

O delegado Luiz Mauro falou que as pessoas que forem pegas com essas carteiras podem ser presas em flagrante por uso de documento falso. Já a UNE divulgou nota em que diz apoiar o trabalho da polícia e que também "atua de forma enérgica contra a emissão fraudulenta de carteiras estudantis".

Venda de carteirinhas é feita também pelo Mercado Livre


É possível comprar uma carteirinha estudantil pela internet. A reportagem dos portais Minas em Foco e o  Pirassununga On encontrou vendedores no site Mercado Livre e uma explicação de como a venda pode ser feita no YouTube. 
Os anúncios afirmam que podem ser produzidos documentos de ao menos 120 instituições de ensino. Na foto de ilustração, um dos criminosos oferece, por exemplo, carteira de estudante da Universidade de São Paulo (USP). O valor para falsificar o documento estudantil pela internet varia de R$ 28 a R$ 74. O pagamento pode ser feito em parcelas (no cartão de crédito) ou via boleto. Segundo os anúncios, o envio é feito para todo o Brasil.


Saiba mais
Quem tem direito. Alunos regularmente matriculados nos níveis e nas modalidades de educação e ensino previstos na Lei 9.394/1996: infantil, fundamental, médio, técnico, superior e de pós-graduação.
Rigor. Para evitar fraudes, a lei federal 12.933, de 2013, determina que os documentos tenham QR Code, código que permite o acesso de informações dos estudantes, como a instituição de ensino.

Nota da UNE

A União Nacional dos Estudantes – UNE, por meio de seu Tesoureiro Sr. Ivo Braga, vem a público prestar as seguintes informações em relação à notícia recebida na data de hoje, sobre operação da Polícia Civil em Patos de Minas – MG, na qual foi desarticulado um grupo que emitia carteiras estudantis falsificadas:
1. Uma vez confirmados e provados os fatos, a UNE saúda a atuação da polícia no sentido de coibir a falsificação de carteiras estudantis, um delito que prejudica não apenas os estabelecimentos que oferecem meia-entrada estudantil, mas todo o conjunto dos estudantes brasileiros que legitimamente têm assegurado por lei este benefício.
2. Desde 2013, quando a atual Lei da Meia-Entrada (Lei n. 12.933/93) foi promulgada, e concedeu à UNE e outras entidades estudantis a responsabilidade definir o padrão nacional da Carteira de Identificação Estudantil – CIE, a UNE vem trabalhando incansavelmente para que o documento seja seguro e confiável, assim como para que todos os estudantes do Brasil possam fruir de seu direito à meia-entrada de forma clara e transparente.
3. Até mesmo por isso, atua de forma enérgica contra a emissão fraudulenta de Carteiras Estudantis, por meio de parcerias com órgãos fiscalizadores como o PROCON, instituições educacionais e estabelecimentos comerciais.


4. Dito isto, a informação de que um dos integrantes do referido grupo fraudador seria integrante da UNE causa perplexidade, e caso confirmado podemos afirmar tratar-se de ação individual e contrária aos interesses e objetivos da entidade. A UNE fará o que estiver ao seu alcance para elucidar o caso e deseja que esta ação policial seja um exemplo que se espalhe para outras localidades em que houver atuação de fraudadores.


Jornalismo Pirassununga On I Toni Oliveira