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WhatsApp parado e intervenção militar: veja as fake news da greve dos caminhoneiros


Você sabe o que são fake news? Esse é um termo em inglês que significa “notícias falsas”. Elas existem aos montes e costumam ser exageradas, contendo assuntos polêmicos, o que facilita para que sejam vistas e compartilhadas por mais pessoas. Muitas fake news sobre a greve dos caminhoneiros estão rolando soltas desde que o movimento começou.



Essas notícias buscam enfraquecer o movimento e até mesmo tirar o foco das manifestações. O que você pode fazer para evitar que esse tipo de informação prejudique o movimento? Primeiro, tire a limpo se a notícia é verdadeira ou falsa antes de repassá-la. Confira algumas notícias que já foram desmentidas:

População é contra a greve

Houve que a população em geral não apoia as paralisações. Essa informação é falsa e os fatos falam por si só: em muitas cidades, a população está ajudando os caminhoneiros oferecendo água e comida.

O assunto é um dos mais comentados em redes sociais como o Facebook e o Twitter. Outros setores apoiam a greve como os agricultores, barcos de pesca, táxis e mototáxis e até alguns postos de combustível.

WhatsApp será bloqueado para conter a greve dos caminhoneiros

Um boato sobre uma atualização que inviabilizará o uso do WhatsApp se propaga em grupos no aplicativo. O motivo seria uma determinação do Governo Federal para dificultar a comunicação de participantes da greve dos caminhoneiros e tentar desarticular o movimento com essa restrição de comunicação.

A mensagem, em áudio, diz o seguinte:

“Pessoal, vou deixar essa mensagem aí. Bom dia. Se, porventura, aparecer aí para atualizar o WhatsApp de vocês, não o atualizem. Presidente deu ordem para bloquear o WhatsApp, entendeu? Por causa da greve aí que está acontecendo… a greve está tomando proporções, aí… enormes, entendeu? Já está afetando muita coisa, e o presidente mandou bloquear o WhatsApp. 

Então vai aparecer aí, atualizar o WhatsApp, vai ficar pensando que é para atualizar, vai bloquear o seu aplicativo. Beleza? Então, fica esse alerta aí… divulga esse áudio aí para deixar a população ciente aí… vamos todos contra esses safados aí…”

O WhatsApp já foi bloqueado pela justiça no passado porque a empresa se recusou a colaborar com investigações por meio do fornecimento de dados de conversas de suspeitos. No entanto, o aplicativo não será bloqueado no Brasil para conter a greve dos caminhoneiros. A empresa, que pertence ao Facebook, não trabalha junto a governos para evitar qualquer tipo de comunicação no app.

Com criptografia ponta a ponta, apenas remetente e destinatário podem ver o conteúdo das conversas–nem mesmo o WhatsApp pode decodificar o que é enviado no breve período em que o conteúdo passa por seus servidores antes de chegarem devidamente aos seus destinos.

O que pode acontecer em grandes aglomerações é uma falha de conexão com redes de operadoras de telefonia móvel, o que pode ocasionar a interrupção da internet 4G no smartphone. As informações são do Portal MSN.

Renúncia de Temer

Uma informação de que a greve só acabaria com a renúncia de Temer vem sendo repassada em correntes de WhatsApp. O post garante que os caminhoneiros pediriam as renúncias dos presidentes do Senado e da Câmara, bem como eleições antecipadas.

A informação é falsa. A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) negou que uma de suas reivindicações, caso o preço do diesel não baixe, seja a renúncia do presidente Michel Temer. As informações são do Jornal do Brasil.

Estocar comida e combustível

A população geral tem sofrido com desabastecimento de postos em várias cidades e falta de produtos nos supermercados. Porém, uma mensagem tem sido repassada com uma suposta orientação de um líder de sindicato, que diz para que as pessoas se previnam e estoquem alimentos em casa. A mensagem diz:

“Olá, pessoal, aqui quem fala é o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do Brasil. Quero falar para vocês se prevenirem, avisem suas famílias, vão no mercado, comprem comida, abasteçam seus carros, se previnam. Vai trancar tudo. (…) A guerra está começando. Greve já”.

O áudio é falso. Não existe Sindicato dos Caminhoneiros do Brasil, por isso a orientação não deve ser acatada. Inclusive, comprar produtos em excesso para estocar em casa contribui para que os mercados fiquem vazios mais rapidamente. As informações são da BBC.

Escrever Interveção militar no para-brisa do caminhão
Falso Sub Tenente do Exercito Brasileiro 


Diversos grupos tem divulgado a informação de que se os manifestantes escreverem em seus para-brisas mensagens de apoio à intervenção militar, não serão impedidos de bloquear rodovias como forma de protesto, principalmente depois do pronunciamento do presidente Temer, que anunciou usar forças armadas para desobstruir rodovias.

A informação é falsa. Usar qualquer veículo para, deliberadamente, bloquear uma via sem autorização de um orgão ou entidade de trânsito é considerado infração gravíssiva pelo artigo 253 do Código de trânsito brasileiro, independente do que estiver escrito no para-brisa do veículo. Quem for pego leva multa que pode chegar ao valor de R$ 5.940 e suspensão do direito de dirigir.

Além disso, concessionárias de rodovias podem conseguir liminares para impedirem bloqueios em estradas. Foi o caso da Autopista Fluminense, que pediu uma liminar para impedir bloqueios na BR 101 e da CCR Nova Dutra, que tentou impedir manifestações na rodovia no início do mês.

Prefeito de São Paulo chama caminhoneiros de vagabundos

Um vídeo do ex prefeito de São Paulo, João Dória, tem circulado nas redes, onde ele chamaria os caminhoneiros que participam das manifestações de vagabundos. “São preguiçosos sim e são vagabundos, porque atrapalham a vida da cidade, prejudicam a vida daqueles que querem trabalhar. Essas pessoas, para mim, não merecem respeito”, teria dito Doria em coletiva.

O vídeo é falso. Na verdade, o vídeo é de abril de 2017, quando houve uma greve geral no país contra as reformas do governo Temer. Dória falava sobre aqueles que aderiram ao movimento e não sobre os caminhoneiros. Inclusive, no geral a categoria não aderiu à greve geral de 2017.