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Moradores do Mamonal reivindicam melhorias para o bairro

Imprensa/Câmara
Partiu da professora aposentada Conceição Moreira de Souza Pimenta, 71, o desabafo: “A gente espera sair daqui com soluções prováveis. De projetos a gente já ouviu falar muito. Até hoje, eles não se concretizam. Estamos cansados de ouvir que há projetos e verbas que nunca chegam ao bairro. Somos eleitores, pagamos nossos impostos, mas nada acontece.”

Moradora do Vertentes do Mamonal há cerca de vinte anos, Conceição reclama que o local está abandonado pela administração pública. Na tarde desta quarta-feira (4), ela e um grupo de moradores estiveram na Câmara, para reivindicar melhorias para o bairro. São solicitações que, em sua maioria, já haviam sido feitas ao Executivo, mas que não foram atendidas até o momento.

À reunião, presidida pelo vereador Leonardo Francisco Sampaio de Souza Filho, também compareceram os secretários municipais José Salvador Fusca Machado (Obras e Serviços), Valdir Rosa (Meio Ambiente) e Paulo André Silva Tannús (Segurança Pública), e o superintendente do Saep (Serviço de Água e Esgoto de Pirassununga), João Alex Baldovinotti.

A presidente da Amovema (Associação dos Moradores do Bairro Vertentes do Mamonal), Regiane Susi da Silva, disse que os moradores estavam ali para reivindicar “o básico”. “Não é nada complicado. São questões ligadas ao asfaltamento, à estação de tratamento de esgoto e à manutenção das rotatórias, alamedas e lombadas. Também pedimos uma linha de ônibus circular e um centro comunitário, porque hoje fazemos as nossas reuniões nas casas dos moradores”, explicou.

Durante o encontro, boa parte dos questionamentos foram dirigidos ao titular da pasta de Obras e Serviços, que é o responsável pela construção de obras públicas e pela abertura e pavimentação de ruas da cidade, conforme informa o site da prefeitura de Pirassununga.

Machado disse que a prefeitura enfrenta hoje dificuldades “em termos de material e de máquinas”, mas que “vai tentar fazer alguma coisa” no bairro. “A gente pegou [a administração] com poucas máquinas. Hoje, por exemplo, eu não tenho nenhuma pá carregadeira. Além disso, a gente depende de cronograma e de um parecer do Executivo para executar certos serviços. A gente não tem essa mobilidade que vocês pensam que a gente tem. Essa reivindicação [dos moradores] é uma coisa extensa, é uma coisa que não fica barata, mas podemos conversar com o prefeito e ver se ele autoriza fazer um levantamento de custos para que seja feita a pavimentação no bairro”, disse.


Imprensa/CâmaraReunião foi realizada na tarde desta quarta-feira (4) na Câmara
De concreto, os moradores saíram da Câmara levando as seguintes promessas dos representantes do Executivo: a instalação, até o final deste ano, de uma estação elevatória de esgoto no bairro; e a colocação, em breve, de postes de iluminação em pontos considerados escuros.

O secretário de Segurança Pública, Paulo Tannús, acrescentou ainda que “vai verificar a situação das lombadas”. “Porque se elas estiverem deterioradas, danificadas, eu preciso primeiro que a secretaria de Obras faça o recape delas. Hoje, nós estamos com falta de tinta no departamento, mas, assim que sair a licitação para a compra das tintas, a gente vai atender”, garantiu o secretário, que também prometeu ao grupo que, “sempre que possível”, vai disponibilizar uma viatura da polícia para fazer o patrulhamento preventivo na região.

Autor do requerimento de convocação da reunião, o presidente da Câmara, Leo Sampaio, afirmou, ao final do encontro, que todas as reivindicações dos moradores serão encaminhadas ao prefeito Ademir Lindo. “Vou colocar no papel todas essas solicitações, transformá-las em indicações, passar para os vereadores assinarem e depois encaminhá-las ao Executivo, para que ele tome conhecimento de tudo o que foi dito aqui”, disse.