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Tragédia em Minas: Barragem da Vale se rompe em Brumadinho; e deixa 200 pessoas desaparecidas

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Uma barragem da Vale na Mina Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, se rompeu na tarde desta sexta-feira (25). O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais afirmou que três pessoas estão mortas e cerca de 200 estão desaparecidas
O Hospital João XXIII, ligado à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), informou que, às 15h, duas mulheres foram atendidas no local. Elas estão conscientes e o estado de saúde é estável.
Mais cedo, a vale admitiu a possibilidade de vítimas. “Havia empregados na área administrativa, que foi atingida pelos rejeitos, indicando a possibilidade, ainda não confirmada, de vítimas. Parte da comunidade da Vila Ferteco também foi atingida”, diz a nota.
Ainda segundo a Vale, “o resgate e os atendimentos aos feridos estão sendo realizados no local pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil. Ainda não há confirmação sobre a causa do acidente”.
A nota diz também que, neste momento, a prioridade “é apoiar nos resgates para ajudar a preservar e proteger a vida de empregados, próprios e terceiros, e das comunidades locais. A Vale continuará fornecendo informações assim que confirmadas”.
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
1 milhão de metros cúbicos
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o rompimento aconteceu na altura do km 50 da Rodovia MG-040. Um helicóptero dos bombeiros sobrevoa a região. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que a barragem tem volume de 1 milhão de metros cúbicos de rejeito de mineração. No desastre de Mariana, ocorrido em novembro de 2015, o volume era de 50 milhões.
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
As principais preocupações dos órgãos no momento, entre eles a Defesa Civil, é com resgate de vítimas e proteção de pontos de captação de água, disse o Ibama. “O Ibama acompanha o evento também por meio do Grupo de Informações de Emergências em Barragens, integrado pela Defesa Civil e os órgãos fiscalizadores de barragens. A Defesa Civil confirmou a existência de pessoas isoladas.”
Ainda de acordo com o Instituto, em situações de emergência, a competência primária para acompanhamento é dos órgãos licenciadores no Estado. “A competência federal, na situação, será estabelecida se o incidente ultrapassar os limites territoriais ou atingir significativamente um bem da União”, afirmou o órgão federal. O Ibama garante que continuará acompanhando o evento e prestando o apoio necessário aos órgãos públicos.
A Vale afirma que ativou o seu Plano de Atendimento a Emergências para Barragens.
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Rio São Francisco
Segundo a Defesa Civil Mineira, caso não sejam tomadas medidas urgentes, a lama de rejeitos deve chegar ao São Francisco às 18h.
Instituto Inhotim
O Instituto Inhotim, que tem jardim e museu de arte contemporânea a céu aberto, reunindo obras de arte dos mais importantes artistas contemporâneos, precisou ser evacuado as pressas. O local não foi ainda atingido, mas não se sabe se a lama pode alcançar o parque, que tem 600 funcionários e recebe cerca de mil visitantes por dia. Não há informações de quantas pessoas estavam no parque no horário do fechamento.
Renato Casagrande
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, informou, por nota, que fez contato com o Governo de Minas Gerais para prestar solidariedade ao povo mineiro e aos moradores da cidade de Brumadinho, atingidos pelo rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração. Casagrande colocou o governo do Estado à disposição, em relação a máquinas, equipamentos e pessoal, para auxiliar as autoridades mineiras nos trabalhos de resgate a vítimas e de recuperação da cidade.
“Fiquei muito comovido com mais essa tragédia que atingiu o povo mineiro.  Além dos prejuízos ao meio ambiente, o rompimento  da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, afetou várias comunidades locais, levando tristeza a seus moradores. Em contato com o Governo de Minas Gerais, prestei, em nome dos capixabas, nossa solidariedade e coloquei nosso Governo à disposição, para ajudar no que for preciso”, diz o governador, em nota.
Casagrande afirma também, que, na ligação, lamentou o ocorrido e reforçou o sentimento de pesar com mais essa tragédia. Ele enfatizou a ligação entre os dois Estados e seus cidadãos. Casagrande falou com o secretário-geral de Governo do Estado de Minas Gerais, Igor Mascarenha Neto. O governador mineiro Romeu Zema está em viagem e não foi localizado.
O secretário de Estado de Meio Ambiente, Fabrício Machado, que preside o Comitê estadual de Bacias Hidrográficas, informou que em função do desastre de Mariana, em novembro de 2015, a equipe técnica do meio ambiente adquiriu certa expertise e se colocou à disposição caso o Governo de Minas Gerais precise de apoio. Ele lamentou mais essa tragédia e disse que a que atingiu o Espírito Santo, pelo Rio Doce, tem sido discutida por sua equipe desde que assumiu a secretaria.
“A tragédia de Mariana é um tema de constante estudo e discussão, diariamente, desde que assumi. O problema no rio Doce é ainda muito evidente, as equipe tecnicas do Iema, juntamente com a secretaria de Desenvolvimento Social vêm trabalhando em politicas e ações para minimizar os impactos que ocorreram desde 2015 para cá”, afirmou.

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