Header Ads

Últimas Notícias

No Dia da Mulher, Pirassununga já tem mais de 100 casos de violência doméstica em 2019

A violência contra a mulher é um mal enraizado na sociedade desde o início dos tempos. Porém, com a evolução dos sistemas sociais e a criação de leis como a Maria da Penha, muitos destes crimes estão vindo a público e sendo denunciados.

Pesquisa mostra que violência contra mulher chega a números alarmantes  - Imagem: Reprodução
Em pleno Dia Internacional da Mulher, celebrado na quinta-feira (08), o número de casos de violência doméstica contra mulheres em Pirassununga foi mais alto que a média em Janeiro e Fevereiro deste ano. 


Ameaças, lesões corporais, e psicológica, foram alguns dos mais de 100 casos registrados pela Policia Civil de Pirassununga, desde o inicio de Janeiro.  As mulheres, estão tomando cada vez mais coragem de registrar boletim, já na primeira agressão, segundo a policia civil.

Silêncio
O maior inimigo de uma mulher que sofre uma violência doméstica (em qualquer forma) é o seu silêncio. A imediata comunicação às autoridades competentes – se possível na presença de um(a) advogado(a) – quando diante de uma violência em âmbito doméstico é, ainda, a maior aliada.

No Brasil 
O ano passado foi atroz para as mulheres. Os crimes de feminicídio e de tentativa de assassinato dispararam no país. Em alguns casos, mais do que dobraram. E 2019 começou ainda mais violento. Os números mostram que a covardia cresce no Brasil, reflexo, segundo especialistas, de uma cultura de tolerância e banalização da agressão contra a mulher.

Dados inéditos revelam que 92.323 denúncias foram registradas e encaminhadas pelo Ligue 180, canal do agora Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos — 25,3% a mais do que no ano anterior. Em 2017, foram 73.669. Para se ter dimensão da barbárie, 391 mulheres foram agredidas por dia em dezembro, mês no qual 12.123 se tornaram vítimas de todo o tipo de violência. Em relação ao mesmo período de 2017, o número mais que dobrou. À época, 6.024 denunciaram abusos.


Lei Maria da Penha
A partir da sanção da Lei Maria da Penha, o Código Penal passou a prever estes tipos de agressão como crimes, que geralmente antecedem agressões fatais. O código também estabelece que os agressores sejam presos em flagrante ou tenham prisão preventiva decretada se ameaçarem a integridade física da mulher.
Pela primeira vez, a Lei também permitiu que a justiça adote medidas de proteção para mulheres que são ameaçadas e correm risco de morte. Entre as medidas protetivas está o afastamento do agressor da casa da vítima ou a proibição de se aproximar da mulher agredida e de seus filhos.
Além de crime, a Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda considera a violência contra a mulher um grave problema de saúde pública, que atinge mulheres de todas as classes sociais.
A lei leva o nome de Maria da Penha Maia, que ficou paraplégica depois de levar um tiro de seu marido. Até o atentado, Maria da Penha foi agredida pelo cônjuge por seis anos. Ela ainda sobreviveu a tentativas de homicídio pelo agressor por afogamento e eletrocussão.
Boletim de ocorrência

A vítima faz o registro da ocorrência e este é encaminhado ao Poder Judiciário que determina medidas contra o agressor. “Por exemplo, se for proibido que o agressor se aproxime da vítima 200 metros, não pode frequentar os mesmos locais que a vítima. Essa medida será encaminhada a PM e a polícia passa a fiscalizar o cumprimento desta decisão.

Para denunciar no canal 180

O Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, é o serviço oferecido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. A ligação é gratuita e confidencial. Esse canal de denúncia funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, no Brasil e em outros 16 países. Além de registrar denúncias de violações contra mulheres, encaminhá-las aos órgãos competentes e realizar seu monitoramento, o Ligue 180 também dissemina informações sobre direitos da mulher, amparo legal e a rede de atendimento e acolhimento. 

Como funciona a  Delegacia de Defesa da Mulher em Pirassununga

Objetivos: promover a justiça, proteger e fazer valer os direitos da mulher, criança ou adolescente vitimas de violência doméstica e/ou sexual.

Atividades desenvolvidas: Fornece orientação jurídica processual penal, encaminha para os centros de referência da mulher (CREAS) e para a OAB deste município para demais orientações necessárias."

Como é o atendimento: acolhimento, orientação, registro de ocorrências e instauração de inquéritos policiais, além de encaminhamentos para abrigos, centros de referência da mulher e defensoria pública.

Condições para o atendimento: mulheres de todas as idades, crianças e adolescentes de ambos os sexos, vitimas de violência doméstica ou sexual.

Equipe de atendimento: Delegada Titular  de Polícia Civil Drª Tatiane Cristina Parizotto, Delegados de plantões,  Escrivãs de Polícia especializadas e Investigadores Policiais.

Período de atendimento: 24 Horas

Locais: 
Rua XV de Novembro - Vila Guimarães -    Rua 13 de Maio, 1521 - Centro 
Horário: das 08h30 às 18h00                   -    Horário: das 18h00 às 08h30

( Jornalista Toni Oliveira, Redator dos portais Minas em Foco, Pirassununga ON, e defensor dos direitos da mulher )

Veja também: Grávida de três meses é arrastada pelos cabelos e agredida pelo irmão em Pirassununga


Veja também: Após flagrar marido com outra na cama, mulher é agredida em Pirassununga