Em nível estadual, o produto teve a maior alta de preços da história (32,1% de fevereiro a março), e a tendência é de que continue subindo neste mês.

Em Pirassununga, o Pirassununga ON encontrou de R$ 6,79 e 8,99 o quilo - Foto: Toni Oliveira / Pirassununga ON
Quem não quer sentir no bolso o dissabor da alta do tomate terá de trocar o ingrediente do cardápio, pelo menos por enquanto. Em Pirassununga, de um mês para outro, o preço mínimo do produto saltou quase quatro vezes. O problema, porém, é nacional. 

Na cidade, a reportagem do Pirassununga ON, encontrou preços entre R$ 6,79 e 8,99 o quilo, dependendo de tipo, qualidade e local de venda. 

Um mês antes, em 19 de março, o mínimo registrado foi de R$ 2,45, e o máximo, de R$ 3,99. Considerada só a variação do menor preço no período, a alta foi de 266%.

A análise de hortaliças do último Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que, no Ceagesp – que abastece o Estado de São Paulo –, o tomate subiu 32,1% de fevereiro a março. Houve alta todas as Centrais de Abastecimento (Ceasas). 


O clima

O motivo, de acordo com especialistas, foi o fator climático. Além das últimas chuvas, o calor entre dezembro e janeiro em algumas regiões produtoras do Estado de São Paulo e do país fez muitos frutos amadurecerem e terem que ser vendidas antes, causando prejuízos aos produtores e assim, diminuindo o investimento em novos plantios. Outro motivo foi uma doença bacteriana em algumas lavouras paulistas que já causou perda de cerca de 30% da safra.

Com menos frutos, mudas amareladas, fracas e sem um produto químico para combater a doença quando já instalada, há menos quantidade e menos qualidade. Com a mesma demanda, o preço dispara.

Quem explica é a gerente de Modernização do Mercado Hortigranjeiro da Conab, Joyce Rocha Fraga.

“A performance dos preços elevados em março é consequência direta das menores quantidades ofertadas do fruto aos mercados, uma vez que as condições climáticas não favoreceram o desenvolvimento nas lavouras”, contou.