"O médium brasileiro João de Deus trata paciente em sua Casa de Dom Inácio de Loyola, em Abadiania, 120 km a sudoeste de Brasília, estado de Goiás, em abril 4, 2012. Centenas de pessoas visitam a casa fundada em 1978 pelo curandeiro popular João Teixeira, mais conhecido como João de Deus, em busca de cura para doenças.| Foto: PEDRO LADEIRA/AFP
A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, se reuniu com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, na tarde desta segunda-feira (06), em Brasília. Na pauta do encontro, proposta legislativa para agravar pena nos casos em que o abuso sexual é cometido por líder religioso.

Na ocasião, o documento foi entregue por representantes da força-tarefa do Ministério Público de Goiás (MP/GO) que investiga o caso João de Deus.



“A proposta também deve ser ampliada para incluir médicos, professores ou outros profissionais que se aproveitem das situações de confiança para cometerem abusos”, ressaltou a ministra.

Durante a atividade, o ministro Moro afirmou que vai tramitar a proposta internamente e avaliar a melhor estratégia para que a medida seja aprovada.

Caso João de Deus

No âmbito das discussões, a titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) citou o acompanhamento às vítimas do caso João de Deus. Entre as pautas, a ministra está em diálogo com o MP de Goiás e acompanha as investigações.


“Nós estamos vivendo um novo momento no Brasil, em que a vítima começa a ter prioridade nesta nação, em que os direitos humanos serão destinados também às vítimas”, disse.

A gestora enfatizou, ainda, a importância das medidas preventivas. “Temos que começar a trabalhar na prevenção. Nestes casos que já aconteceram, é punição, é cadeia, é reparação. E acompanhamento psicológico das vítimas”, completou. ( As informações são do MMFDH )