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Fernando Costa: Conheça a história do homem que revolucionou Pirassununga

Imagem Reprodução 
Fernando de Sousa Costa nasceu em São Paulo no dia 10 de junho de 1886. Era casado com a pirassununguense Anita Costa. Se estivesse entre nós, estaria completando hoje 133 anos.

Agrônomo e jornalista, Fernando Costa tinha propósitos nobres e soluções arrojadas para um Brasil que sempre acreditou e lutou, mas que até hoje não se encontrou.


Em defesa de suas ideias, tento imaginar o esforço hercúleo que teve de empreender para justificar convencer a sociedade tacanha e medíocre de sua época.

De vereador (1911), prefeito de Pirassununga (1912/1927), deputado estadual 1918/1927), secretário de estado da agricultura (1927/1930), ministro da agricultura (1937) à interventor federal do estado de São Paulo (1941/1945), foi o homem público que mais fez por Pirassununga ao longo de sua história.

Com olhos vistos ao futuro, construiu alicerces, planejou e preparou Pirassununga para ocupar posição de destaque em todos os cenários: regional, estadual e nacional.

Fernando Costa transformou a corruptela de Pirassununga numa cidade, numa urbe, na melhor acepção da palavra, dando os primeiros e decisivos passos em direção ao desenvolvimento.

PIRASSUNUNGA ANTES E DEPOIS DE FERNANDO COSTA 


A história do município está dividida em dois tempos distintos: a “PIRASSUNUNGA ANTES” de Fernando Costa e a “PIRASSUNUNGA DEPOIS” de Fernando Costa.

Entre as suas inúmeras ações de grande magnitude para o município, destacamos, aqui, apenas quatro delas, que são referências para Pirassununga e para o Brasil:

A vinda da Escola da Aeronáutica, hoje Academia da Força Aérea;

A vinda do Regimento de Cavalaria Divisionário - RCD, que depois abrigaria o 17º RC - Regimento de Cavalaria, seguido pelo 2º RCC - Regimento de Carros de Combate, e hoje 13º RCMec - Regimento de Cavalaria Mecanizado;

Pirassununga não teria sido contemplada pelo Governo do Estado com o majestoso prédio do Instituto de Educação, não fosse a influência de Fernando Costa junto ao governador Rodrigues Alves.

O projeto do “novo prédio” não se destinava à cidadezinha de Pirassununga de 1914. Era para ser construído em uma cidade de grande contingente populacional, Campinas, provavelmente;

A criação da Estação Experimental de Biologia e Piscicultura de Pirassununga (1940), em Cachoeira de Emas, que depois sediou o CERLA - Centro Regional Latino-Americano de Aquicultura, que deu origem ao CEPTA - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais, que é o centro especializado do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio;

A instalação da EPA - Escola Prática de Agricultura, que deu origem ao IZIP - Instituto de Zootecnia e Indústrias Pecuárias, depois CIZIP - Centro Intraunidade de Zootecnia e Indústrias Pecuárias, hoje sede do maior campus da Universidade de São Paulo - o Campus Fernando Costa da USP de Pirassununga -, com 2.268.033 hectares, que abriga a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) e a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) e Engenharia de Biossistemas.

O que Pirassununga tem de mais expressivo, que nos diferencia dos demais municípios brasileiros, devemos a Fernando Costa, um dos mais extraordinários homens públicos que o pais já teve, pela sua ponderação, honradez, capacidade de trabalho, luta, influência, credibilidade e amor a terra.

ACIDENTE NÃO MUITO BEM EXPLICADO

Quando se preparava para a campanha eleitoral, que certamente o levaria ao governo do estado de São Paulo, um acidente automobilístico ocorrido nas proximidades de Vinhedo tirou sua vida de forma um tanto estranha.


Fernando Costa e seu motorista haviam deixado Pirassununga numa tarde de domingo, com destino à São Paulo.

Numa manobra brusca, para desviar de um veículo que vinha em sua direção, o carro bateu num poste que caiu sobre o carro tirando a vida de Fernando Costa. Ao motorista nada aconteceu. Melhor parar por aqui.

Fernando Costa faleceu no dia 21 de janeiro de 1946.
Só não fez mais, porque “teve que ir embora cedo demais da conta”.
Coisas do Brasil. ( Historiador e Jornalista Roberto Bragagnollo )


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