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Morte de jovem choca: O que você precisa saber para não julgar e ajudar de verdade quem precisa


A depressão surge, muitas vezes, de forma gradual, tornando-se difícil de reconhecer. Identificar os sinais e sintomas é fulcral para ajudar quem sofre a procurar ajuda profissional.
Cada vez mais jovens estão sofrendo com a depressão e seus impactos - Foto: Redes Sociais
Sem fazer distinção, a depressão pode afetar alguém que, a princípio, pode parecer estar fora de risco, mas não é o que ocorre. Nessa manha de quinta-feira (7), em Pirassununga, uma jovem de 16 anos entrou para as estatísticas após tirar a própria vida. A Jovem Kailainy Gisele Mauro,  era conhecido entre os amigos pelo bom humor. Mas, intimamente, travava uma luta enfrentada por mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, cada uma a seu modo. 


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020, a condição será a mais incapacitante do planeta. Nos últimos 10 anos, os casos cresceram 18% e os afetados são pessoas de diferentes raças, idades e classes sociais.

Os impactos na adolescência
É nessa fase da vida que o desenvolvimento social e escolar evolui a pleno vapor. Daí porque a depressão pode ser particularmente perigosa quando ocorre entre os 12 e 17 anos.

 “O adolescente é mais suscetível a apresentar um quadro grave rapidamente”, atesta Miguel Boarati, coordenador do Ambulatório de Transtornos Afetivos na Infância e Adolescência do Hospital das Clínicas, em São Paulo. “Ele tem menos recursos que um adulto, que já está encaminhado na vida, para lidar com o problema”. Infelizmente, os sintomas depressivos são acompanhados de uma tendência a consumir álcool e maconha exageradamente e aumentam o risco de suicídio.

Que soluções existem?

Apesar da sensação de que não há esperança, a depressão pode ser controlada e curada, daí a importância de se estar atento aos sinais. É natural que, inicialmente, a pessoa afetada se sinta relutante em procurar ajuda profissional. Mas o isolamento que surge quando não se expressam sentimentos e preocupações pode agravar a depressão. Na maioria dos casos, procurar ajuda profissional torna a depressão altamente tratável, por isso é importante superar essa sensação o quanto antes. Obter um diagnóstico numa fase inicial da doença permite garantir as melhores hipóteses de tratamento.



Como ajudar alguém com depressão?

É sempre delicado ajudar alguém com depressão, quer a doença já tenha sido diagnosticada ou não. O primeiro passo é não subestimar: a depressão é uma doença e deve ser levada a sério. Mas há outros cuidados que podem ajudar:

* Incentive a pessoa a falar sobre as suas emoções e esteja disponível para a escutar atentamente, uma e outra vez.

* Resista à tentação de dizer que “já sabe”: mesmo que já tenha tido uma depressão, não há dois casos iguais;

* Não julgue nem critique, evite dar conselhos ou fazer comparações;

* Ajude a pessoa a manter os compromissos – desde tomar a medicação a comparecer a consultas;

* Incentive-a a cuidar de si e proponha atividades que a façam sair de casa e a não se isolar – um passeio, um café, uma ida às compras;

* Valorize a importância de pedir ajuda profissional e de receber tratamento, mas não force;

* Acima de tudo, esteja presente: mostre que se preocupa e que gosta da pessoa e que quer vê-la bem.

Peça ajuda
Você pode conversar com um voluntário do CVV ligando para 188 de todo o território nacional, 24 horas todos os dias de forma gratuita. Se você preferir escrever, pode utilizar o atendimento por chat e email disponível nos ícones do  ( site da CVV ).Por Toni Oliveira, @jornalistatonioliveira ) É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo.