Foto: Divulgação/Polícia Civil
O delegado Matheus Laiola, responsável pela operação da Polícia Civil do Paraná que prendeu uma quadrilha que organizava rinhas de cachorros da raça Pit-Bull em Mairiporã, São Paulo, disse nesta segunda-feira (16) que os integrantes do grupo agiam internacionalmente. Ele ainda contou que carne de cachorro era servida como churrasco no local onde os animais foram resgatados. A informação é do portal G1.


“Era uma quadrilha extremamente organizada para causar intenso sofrimento a esses animais”, afirmou o delegado.
Segundo a polícia, 41 pessoas foram presas na operação deflagrada nesse domingo (15). O delegado relatou que, ao chegar no local da rinha, os agentes encontraram “uma cena muito chocante”.
“Tinha cachorro morto, tinha cachorro machucado. Tinha cachorro que era morto e assado para eles comerem. Uma cena totalmente de terror”, destacou.
Eutanásia
De acordo com Laiola, nenhum dos cachorros resgatados precisou ser submetido a eutanásia. “Quando a gente dava um pouco de água e um pouco de comida, eles ficaram desesperados, porque provavelmente fazia dias que não comiam nem bebiam nada”, afirmou.
Foto: Divulgação/Polícia Civil
No momento em que os policiais invadiram a rinha, houve resistência por parte dos suspeitos, segundo o delegado. Alguns chegaram a fugir, mas, de acordo com o policial, seis voltaram e acabaram presos.


Os suspeitos devem responder por associação criminosa, maus-tratos contra animais com agravante de morte e jogo de azar.
Suspeitos Soltos
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Justiça determinou a soltura de 40 dos 41 presos em flagrante por participação em rinha de cães em MairiporãRegião Metropolitana de São Paulo. A audiência de custódia ocorreu nesta segunda-feira (16) e determinou que apenas o organizador do evento deveria continuar na prisão.
Os demais participantes foram soltos e terão até dez dias para pagar fiança com valor que varia entre dois e 60 salários mínimos.